09 de Março de 2010
Aquecimento no setor faz aumentar a procura por mão de obra especializada e cursos mais rápidos são a saída para a formação Um giro pelas cidades é suficiente para constatar que os bons tempos da construção civil estão voltando. A área ganhou fôlego nos últimos dois anos.
O gerente do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), André Rebelo, acredita que este será um ano de crescimento no setor. “A demanda por profissionais era fraca. Hoje, há um volume de produção muito superior. Está faltando mão de obra qualificada”, afirma. Ele destaca o crescimento de áreas relacionadas à construção, como produção de materiais, marcenaria, arquitetura, decoração, design de interiores, paisagismo e gestão de negócios imobiliários. O bom momento da construção civil é reforçado pelo diretor do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon) – regional de Campinas, Luiz Cláudio Amoroso.
De acordo com ele, o sindicato e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) estimam para este ano aumento de 10% no Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil. Com esse movimento, tende a crescer também a demanda por trabalhadores qualificados. “Falta mão de obra e ela demora a se formar. Falta mão de obra básica”, afirma. Neste cenário cheio de expectativas, profissões ligadas à construção civil parecem ser uma boa opção para quem corre atrás de trabalho. Para ter a qualificação que o mercado pede, uma saída é apostar em cursos mais rápidos, como o de tecnologia em construção de edifícios, com seis semestres de duração.
O diretor da Faculdade de Engenharia Civil e do curso de tecnologia em construção de edifícios da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), Antonio Angelo Lorenzino, informa que o tecnólogo tem praticamente o mesmo papel do engenheiro, mas em nível intermediário. O egresso do curso de tecnologia é habilitado a atuar no gerenciamento, planejamento e execução de obras de edifícios. Ainda é apto a acompanhar e controlar obras, gerenciar pessoal, supervisionar e acompanhar projetos. Os efeitos do aquecimento do mercado da construção são sentidos em carreiras relacionadas, como a de corretor de imóveis, profissão que paga bem e tem potencial para crescer. “Tem alunos que, com apenas 21 anos, já faturaram R$ 15, R$ 20 mil numa venda”, diz o coordenador do curso de tecnologia em negócios imobiliários da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), Emilio Antonio Amstalden.
A universidade, única a oferecer o curso no Interior paulista, formou sua primeira turma de tecnólogos em dezembro de 2009. Com dois anos de duração, o curso de tecnologia em negócios imobiliários é voltado a disciplinas específicas, com foco nas operações imobiliárias, aspectos legais, avaliação de imóveis, sistemas de financiamento, arquitetura e urbanismo, sistema notarial e registral de imóveis. Ao final, o egresso recebe carteira profissional do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci). Como deve ser O corretor de imóveis deve ser empreendedor, ter iniciativa e liderança, ser motivado e, sobretudo, gostar de se relacionar com pessoas. “O profissional trabalha de forma independente, tem autonomia. Não tem chefe”, diz Emílio Antonio Amstalden, da Unimep.
Um bom corretor deve estar preparado para ajudar a clientela em relação a aspectos jurídicos, legais e técnicos. CADA UM NA SUA Atribuições exclusivas de engenheiros Gestão, supervisão, coordenação e orientação técnica Estudo, planejamento, projeto e especificação Estudo de viabilidade técnico-econômica Assistência, assessoria e consultoria Direção de obra ou serviço técnico Atribuições que podem ser desempenhadas também por tecnólogos Vistoria, perícia, avaliação, laudo e parecer técnico Desempenho de cargo e função técnica Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio, divulgação técnica e extensão Elaboração de orçamento Padronização, mensuração e controle de qualidade Execução de obra ou serviço técnico Fiscalização de obra ou serviço técnico Produção técnica e especializada Condução de trabalho técnico Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção Execução de instalação montagem e reparo Operação e manutenção de equipamento e instalação Execução de desenho técnico Fonte: Antonio Angelo Lorenzino, com base na Revisão de Atribuições para Tecnólogos com Registro no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea).
Fonte: http://cpopular.cosmo.com.br
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